Uns tornam-se velhos ainda jovens enquanto outros acordam velhos. A alguns ... a morte acorda-os jovens.
Catarina & Barbara
Uns tornam-se velhos ainda jovens enquanto outros acordam velhos. A alguns ... a morte acorda-os jovens.
Catarina & Barbara
Imagino-te
Sereno, calmo, a respirar em compasso certo.
Eu
Embriagada de saudades.
O medo
Acordou com o gesto leve da distância,
Acho mesmo que foi aquele beijo frio.
O tempo
Vai passando, como os saltinhos dos pardais,
Até ter o luxo de te sentir.
Fecho-te.
Amo-te!
Não percas a força que essas asinhas têm, não deixes que a vida as deforme.
Um grande beijo para menina dos sorrisos de ouro
----Para a Le----

Imagem de: Sara em Olhares
Acordei, cheia de doces na língua.
Com vontade de me agarrar a uma orelha amiga,
Mas quando a tinha os segredos não se quiseram escapar!
Agarraram-se ao coração,
E por mais vontade que a língua tinha
As palavras não eram suficientemente grandes.
Os espasmos da alma foram tão bem concebidos
Que por mais que os queira transmitir,
Contar a toda a gente, correr a gritar a felicidade que sinto,
O segredo é só meu!
Eles guardam-se, acolhem-se no meiozinho do coração.
Enroscam-se por lá…
Lançam-me mensagens
E os meus lábios respondem-lhes em reflexo condicionado.
Quem inventou os sentimentos, codificou-os de uma forma tão perfeita, que só cada um de nós sabe o que significa, só para nós!

Ponho-a em tudo o que gosto de fazer. Vivo-a em cada gesto do meu dia. Não me lembro de passar um único dia sem estar apaixonada, sem sentir aquele desejo de tocar com o dedo no nariz daquele que guardo nos segredos da alma.
Sei onde estou e para onde vou, e quero muito ser feliz. Fundamentalmente isso. A fazer aquilo que gosto e a viver para quem gosto. Só se faz bem feito quando se faz com o coração.

A alma enche, foge…
A alma corre, esforça-se…
Uma gota escorre, desenha a linha.
Uma gota de emoções, de paixão em mel cristalino,
Amarelo que beija o sol.
A alma enche, foge…
A alma sorri, encontra-te…
O frio invade, os pelos que me cobrem põem-se em sentido.
O frio chega, lembra-me a solidão.
A noite embala-me os sonhos, quero-te…
A alma enche, foge…
Memória com cheiros a maçã,
Memória que me acolhe.
Seguro-me em pensamentos.
A alma enche, com apenas um sorriso teu!...
Há memórias assim, sem título...
Corro por corredores ténues,
Escuros, húmidos.
Com cheiro a saudade,
Desenhados com pinceladas de solidão.
Acolhe-me em almofadas de cetim,
Reconforta-me em penas brancas,
Enfeita-me com beijos.
Diz apenas que me amas
E morrerei feliz…
Corre multidão feliz! Olha apenas para o seu pé, um de cada vez. Embora a multidão seja pouco atenta, todos nós temos alguém ou alguns que nos recolhem em momentos de sussurros, naqueles momentos em que se acolhe os segredos. A esses abrimos a alma e confiamos a profundeza do que nos faz. Acolhe-se a ternura…
A noite cai, o sol toma como despedida por mais um dia. Eu regresso ao leito dos segredos, a multidão desapareceu. O olhar despertou na escuridão que se instalou. Relembro os momentos que já vivi, os abraços que recebi, as entranhas dos dois seres de antigamente. Os erros que cometi, dos medos, das inseguranças. Provavelmente o maior foi deixar que entrasses no meu mundo, que te colocasses na minha vida como se fosses uma peça indispensável para sobreviver.
Agora tenho medo de entrar no quarto escuro, de voltar a colocar a minha cabeça na almofada dos segredos e te encontrar a dormir tranquilamente, como um anjo que não me guarda. Agora tenho medo de voltar a fechar os olhos e encontrar-te a sorrir para mim, a olhar-me com ternura que me suga a paz. Agora tenho medo de me cobrir com os lençóis que já envolveu os nossos corpos um dia, e encontrar o desejo das tuas mãos a envolver-me com carinho que me espremeu o suco da felicidade.
Quero os dias quentes e com muita luz, dispenso a razão…
